Zequinha. Compositor • Pianista • Maestro

COMPOSITOR • PIANISTA • MAESTRO

O Rei do Choro

Homenagem a José Gomes de Abreu (1880–1935), um dos grandes nomes da música brasileira, autor de obras que atravessaram gerações — com destaque para o choro Tico‑Tico no Fubá.

Nascimento 19/09/1880 • Santa Rita do Passa Quatro (SP)
Falecimento 22/01/1935 • São Paulo (SP)
Obra emblemática Tico‑Tico no Fubá (1917)
Foto: Domínio público / Acervo Arquivo Nacional
(Correio da Manhã, julho de 1961)

Biografia

Do interior paulista ao coração musical de São Paulo,
uma trajetória de talento e disciplina.

Zequinha de Abreu (José Gomes de Abreu) nasceu em Santa Rita do Passa Quatro (SP) e desde cedo demonstrou vocação musical, tocando instrumentos como flauta, clarinete e requinta. Ao longo da juventude, organizou bandas e orquestras, compondo para saraus, bailes e cinemas, acompanhando filmes mudos.

Sua obra reúne choros, valsas e outras formas populares do início do século XX. Entre os títulos mais conhecidos, Tico‑Tico no Fubá (1917) se tornou um dos choros mais difundidos do Brasil, ganhando projeção internacional.

“A música dele é o Brasil sorrindo e chorando ao mesmo tempo.”

— síntese popular do que o choro faz de melhor

Choro Valsa Piano Bandas & orquestras Interior paulista

Linha do tempo

1880

Nascimento

Santa Rita do Passa Quatro (SP). Origem no interior que moldou sua musicalidade.

1894

Formação musical

Passa por estudos e ambientes musicais onde aprende harmonia e prática de banda.

1917

Tico‑Tico no Fubá

Composição do choro que virou cartão‑postal musical do Brasil no mundo.

1919

Mudança para São Paulo

Amplia atuação como pianista e compositor, circulando por bailes e casas de música.

1935

Falecimento

Morre em São Paulo, deixando um repertório que continua sendo tocado e regravado.

Obras

Choros e valsas que ficaram — alguns com partituras disponíveis para consulta.

Tico‑Tico no Fubá

Choro • 1917

A obra mais célebre, conhecida por sua energia e virtuosismo.

Branca

Valsa • 1918

Valsa emblemática, de melodia marcada e nostálgica.

Rosa desfolhada

Valsa

Uma valsa de salão que reforça o lado romântico do repertório.

Oceano de Rosas

Valsa

Clássica no repertório de pianistas brasileiros, com fraseado cantabile.

Aurora

Peça para piano

Exemplo do lirismo e da escrita pianística que fizeram escola.

Mais partituras

O acervo em Commons reúne dezenas de partituras associadas a Zequinha de Abreu (projeto Música Brasilis).

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Dica: se você for músico, vale baixar e imprimir
é o tipo de “tradição boa” que não devia morrer.

Legado

O choro como identidade: virtuosismo, melodia e alma brasileira.

Popular e sofisticado

Zequinha colocou o choro num patamar de linguagem musical: ao mesmo tempo acessível e tecnicamente exigente. É aquela combinação rara: “fácil de amar, difícil de tocar”.

Brasil para o mundo

Obras como Tico‑Tico no Fubá atravessaram fronteiras e seguiram sendo regravadas, arranjadas e citadas por músicos de diferentes gerações.

Memória viva em Santa Rita

Na cidade natal, o nome de Zequinha segue presente em espaços públicos, eventos e no imaginário local — um patrimônio cultural que vale preservar.

“O choro é a linguagem da cidade — Zequinha foi um dos que escreveram essa gramática.”

— homenagem editorial

Mídia

Para ouvir, assistir e explorar.

Discografia (pesquisa)

Quer rastrear gravações e regravações? O IMMuB ajuda bastante para encontrar registros por obra e intérprete.

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IMMuB é catálogo; nem tudo é “play” direto.

Acervo

Retratos e memória da cidade.