1880
Nascimento
Santa Rita do Passa Quatro (SP). Origem no interior que moldou sua musicalidade.
COMPOSITOR • PIANISTA • MAESTRO
Homenagem a José Gomes de Abreu (1880–1935), um dos grandes nomes da música brasileira, autor de obras que atravessaram gerações — com destaque para o choro Tico‑Tico no Fubá.
Do interior paulista ao coração musical de São Paulo,
uma trajetória de talento e disciplina.
Zequinha de Abreu (José Gomes de Abreu) nasceu em Santa Rita do Passa Quatro (SP) e desde cedo demonstrou vocação musical, tocando instrumentos como flauta, clarinete e requinta. Ao longo da juventude, organizou bandas e orquestras, compondo para saraus, bailes e cinemas, acompanhando filmes mudos.
Sua obra reúne choros, valsas e outras formas populares do início do século XX. Entre os títulos mais conhecidos, Tico‑Tico no Fubá (1917) se tornou um dos choros mais difundidos do Brasil, ganhando projeção internacional.
“A música dele é o Brasil sorrindo e chorando ao mesmo tempo.”
— síntese popular do que o choro faz de melhor
1880
Santa Rita do Passa Quatro (SP). Origem no interior que moldou sua musicalidade.
1894
Passa por estudos e ambientes musicais onde aprende harmonia e prática de banda.
1917
Composição do choro que virou cartão‑postal musical do Brasil no mundo.
1919
Amplia atuação como pianista e compositor, circulando por bailes e casas de música.
1935
Morre em São Paulo, deixando um repertório que continua sendo tocado e regravado.
Choros e valsas que ficaram — alguns com partituras disponíveis para consulta.
Choro • 1917
A obra mais célebre, conhecida por sua energia e virtuosismo.
Valsa • 1918
Valsa emblemática, de melodia marcada e nostálgica.
Choro
Um choro querido por instrumentistas — excelente para estudo e performance.
Valsa
Uma valsa de salão que reforça o lado romântico do repertório.
Valsa
Clássica no repertório de pianistas brasileiros, com fraseado cantabile.
Peça para piano
Exemplo do lirismo e da escrita pianística que fizeram escola.
O acervo em Commons reúne dezenas de partituras associadas a Zequinha de Abreu (projeto Música Brasilis).
Abrir acervo de partituras
Dica: se você for músico, vale baixar e imprimir
é o tipo de “tradição boa” que não devia morrer.
O choro como identidade: virtuosismo, melodia e alma brasileira.
Zequinha colocou o choro num patamar de linguagem musical: ao mesmo tempo acessível e tecnicamente exigente. É aquela combinação rara: “fácil de amar, difícil de tocar”.
Obras como Tico‑Tico no Fubá atravessaram fronteiras e seguiram sendo regravadas, arranjadas e citadas por músicos de diferentes gerações.
Na cidade natal, o nome de Zequinha segue presente em espaços públicos, eventos e no imaginário local — um patrimônio cultural que vale preservar.
“O choro é a linguagem da cidade — Zequinha foi um dos que escreveram essa gramática.”
— homenagem editorial
Para ouvir, assistir e explorar.
Em vez de embutir player que quebra em hospedagem simples, aqui vão buscas prontas:
A vida e obra inspiraram produções e pesquisas. Para começar por algo confiável:
Quer rastrear gravações e regravações? O IMMuB ajuda bastante para encontrar registros por obra e intérprete.
Abrir IMMuBIMMuB é catálogo; nem tudo é “play” direto.
Retratos e memória da cidade.
Essas imagens vêm do Wikimedia Commons e do Acervo Arquivo Nacional (domínio público / reprodução fiel).